Moção de Repudio à proibição das atividades do Movimento Estudantil na FMU

São Paulo, 11 de março de 2013

Moção de Repudio à proibição das atividades do Movimento Estudantil na FMU

A partir do segundo semestre do ano de 2012, os alunos do curso de psicologia do Centro Universitário FMU reuniram-se em diversas ocasiões para levantar os problemas que acreditávamos estar atrapalhando a qualidade do curso, divergindo com a campanha publicitária, alardeada pela grande mídia “Q de Qualidade FMU”.

Nessas ocasiões, discutimos qual era a importância da formação de um Centro Acadêmico que representasse os interesses dos discentes.

Conseguimos levantar com todas as classes, do campus Santo Amaro e Liberdade, cerca de 40 pontos, que dividimos entre tópicos: Qualidade acadêmica, acessibilidade de informações e comunicação, financeiro e bolsistas e infraestrutura e segurança.

Munidos dessas informações, nos reunimos com os representantes legais da FMU (reitoria, secretario geral e diretor da saúde), pois nosso interesse principal, seria, através do diálogo, termos respostas e participar de um possível planejamento para a solução dos problemas encontrados.

Em virtude dessa reunião, sentimos a necessidade de nos organizamos para cobrar ações da reitoria e coordenação, assim como sermos mais participativos na condução do curso de Psicologia.

Formamos um coletivo de alunos, denominado Centro Acadêmico Já, que viria a ser o embrião da criação do Centro Acadêmico Raul Carlos Briquet, que atenderia a demanda e a necessidade dos dois campus (Santo Amaro e Liberdade). Conseguimos, em novembro e dezembro, fazer uma divulgação da (única) chapa criada, e começamos a perceber que muitos alunos que se interessavam em participar do CA tinham receio de sofrer algum tipo de represália da instituição, especificamente pela coordenação do nosso curso. Em virtude da baixa participação dos alunos, resolvemos mudar a estratégia, e formulamos uma carta-proposta da chapa “Quem sabe faz a hora”, que incluía o principal tópico que era ajudar a desenvolver a cultura de engajamento do movimento estudantil organizado para os alunos do curso de Psicologia da FMU. Reunimos aproximadamente 100 assinaturas dentre os quase 2500 alunos inscritos.

Para começarmos nossas atividades, criamos o estatuto e definimos algumas ações para o inicio de 2013, quando fomos surpreendidos com algumas ações que impediam a divulgação e desenvolvimento dos trabalhos do CA na FMU.

Tanto a diretoria da saúde, como a coordenação do curso de Psicologia, impediram a nossa entrada em sala de aula, assim como exigiram que deveríamos conseguir mais de 1000 assinaturas. para que tivéssemos o reconhecimento “legal” do CA.

É evidente que a FMU, com essa atitude, está nos impedindo de exercer nosso direito de organizarmo-nos livremente para discussão e debate de questões ligadas ao curso de Psicologia, infringindo claramente o Art . 4o da lei No 7.395. Os dirigentes da FMU estão nos acusando de querer tumultuar e plantar a discórdia entre os alunos. Eles não percebem (ou não querem

perceber) que, com a organização do CA, o principal interesse é auxiliar na formação dos alunos para os desafios que surgirão futuramente na carreira profissional e no maior envolvimento dos alunos na questão participativa, ou seja, sair da posição de espectador e ser um ator nas mudanças que queremos realizar.

Assim, repudiamos as ações da Diretoria da Saúde e da Coordenadora do curso de Psicologia por usarem estratégias constrangedoras e ilegítimas no intuito de desmobilizar o Movimento Estudantil de Psicologia na FMU. Ele existe e se fortalecerá!

Pelo livre direito de questionarmos e mudarmos nossa sociedade!

Nós, do COREP-SP, entendemos que estas proibições ocorridas nos dois campus da FMU constituem um ataque a livre organização dos estudantes. Ações como estas, influenciam diretamente todo o processo de desenvolvimento do próprio curso e dos próprios alunos. O rumo tomado pela FMU aponta não para melhorias na grade curricular, nas estruturas dos prédios, mas sim única e exclusivamente para o aumento do lucro. Por isso, o COREP-SP declara apoio total aos estudantes da FMU prejudicados pela maneira em que o curso é administrado e coordenado, além de sermos a favor de um ensino de qualidade construído democraticamente.

Conselho Regional de Estudantes de Psicologia de São Paulo (COREP-SP)

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